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Em uma noite de festa para os servidores municipais do Rio de Janeiro, durante a divulgação dos resultados de metas das secretarias, nesta segunda-feira (12), o prefeito Eduardo Paes, ao elogiar o desempenho dos milhares de funcionários ali presentes, voltou a criticar o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o chamou de “fanfarrão”, se referindo à avaliação do Sistema Único de Saúde (SUS), que apontou o Rio como a capital brasileira com o pior índice.“Apesar do ministro fanfarrão da Saúde, estamos fazendo avanços em vários níveis da Saúde", disse o prefeito do Rio, ao abrir o evento.
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— A família dele conversa comigo de duas a três vezes por semana. Ainda não posso dizer que ele está reabilitado — explica.
Na entrevista feita pela "Alfa", José Júnior também comentou o assassinato de Tim Lopes. "O Elias é meu amigo pra c. Gosto dele. E te digo mais: não foi ele que matou o Tim", afirma o coordenador do AfroReggae em um trecho da matéria.
Na reportagem da "Alfa", José Júnior é descrito como amigo de celebridades e de políticos. Segundo a matéria, nesta condição ele tem acesso a grifes como Reserva, Osklen Adidas Originals e Evoke. Em outro trecho, a publicação diz que a ONG AfroReggae captou no ano passado algo em torno de R$ 20 milhões.
A matéria traz ainda a informação que o coordenador do AfroReggae tem um Land Rover Freelander 2, avaliado em R$ 140 mil, que foi comprado pela ONG que coordena. Em outro trecho da publicação, José Júnior admite que recebe convites para viagens ao exterior na classe executiva.
Denúncia contra pastor
No dia 29, Júnior, em entrevista exclusiva ao EXTRA, acusou o pastor Marcos Pereira, líder da igreja Assembleia de Deus do Últimos Dias, de estar por trás dos ataques ocorridos no Rio, em 2006, logo após a eleição de Sérgio Cabral para governador do estado.
Na ocasião, Júnior disse que se ele ou algum membro do AfroReggae fosse morto, a culpa seria do pastor. José Júnior e o pastor Marcos se conheceram entre 2006 e 2007. Por dois anos, o coordenador e o religioso foram próximos.
BRASÍLIA - O conselheiro Fábio Coutinho votou, nesta segunda-feira, pela abertura de procedimento ético contra o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, mas o conselheiro Ricardo Caldas pediu vista. A Comissão de Ética Pública da Presidência deverá decidir sobre o caso de Pimentel em sua próxima reunião, no dia 26 de março.
Em seu voto, Coutinho pediu que o ministro dê explicações sobre seu trabalho de consultor entre 2009 e 2010. A comissão vai decidir sobre a continuidade ou o arquivamento do procedimento ético contra Pimentel.
Em dezembro do ano passado, O GLOBO revelou que Pimentel faturou R$ 2 milhões, entre 2009 e 2010, com consultorias, inclusive durante o período em que ele atuou como um dos coordenadores da campanha eleitoral da presidente. Metade desse valor foi pago pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), por serviços de consultoria na elaboração de projetos na área tributária e palestras nas dez regionais da entidade, mas as palestras nunca ocorreram.
Com base nas reportagens, o PSDB apresentou representação contra Pimentel na comissão, pedindo avaliação da conduta do ministro “em razão da possível prática de ato atentatório contra os princípios éticos que norteiam as atividades dos órgãos superiores da Presidência da República e a quebra de decoro por parte do representado”.
Pedido de informações e censura ética
A Comissão de Ética decidiu também pedir informações ao ex-vice presidente do Banco do Brasil Alan Toledo sobre sua movimentação bancária de R$ 953 mil, no ano passado. Toledo disse que o dinheiro seria da aposentada Liu Mara Fosca Zerey e referente à venda de um imóvel em São Paulo.
A comissão determinou ainda aplicar censura ética ao ex-ministro da Agricultura Wagner Rossi pela utilização de aeronave da Ourofino Agronegócios para viagens particulares. O conselheiro Américo Lourenço Masset Lacombe, desembargador aposentado do Tribunal Regional Federal da 3a. Região (São Paulo) estreou nesta reunião.
Está na pauta da CCJ do Senado desta semana projeto apresentado por Roberto Requião que pretende controlar o livre exercício do jornalismo no país. O texto obriga veículos de comunicação a publicar direitos de resposta de eventuais “ofendidos”. Registra o texto:
- Ao ofendido em matéria divulgada, publicada ou transmitida por veículo de comunicação social fica assegurado o direito de resposta ou retificação, gratuito e proporcional ao agravo.
Segundo o texto, o veículo de comunicação será obrigado a publicar direito de resposta quando veicular uma informação que atente, “ainda que por equívoco de informação, contra a honra, a intimidade, a reputação, o conceito, o nome, a marca ou a imagem de pessoa física ou jurídica identificada ou passível de identificação”.

Dois homens ficaram feridos após serem atingidos, na noite desta segunda-feira, por balas perdidas dentro de um ônibus que passava pela Rua Torres Oliveira, próxima ao Morro do Dezoito, em Água Santa, subúrbio do Rio. Os passageiros estavam na linha 651 (Méier - Cascadura).Segundo informações da PM, um dos passageiros foi baleado no braço e o outro na perna. Eles foram levados para o Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier. O caso foi registrado na 24ª DP (Piedade).
| POR | Christina Nascimento Francisco Edson Alves |
Rio - Tremores e rachaduras em prédios vizinhos às obras da Linha 4 do metrô, no bairro de Ipanema, levaram síndicos a contratar engenheiros para avaliar o impacto das detonações em prédios. As explosões acontecem em rochas sob o Morro Pavão-Pavãozinho e preocupam, principalmente, quem vive nas ruas Alberto de Campos, Farme de Amoedo, Nascimento Silva e Visconde de Pirajá.
As detonações acontecem duas vezes por dia, de manhã e à tarde. “Coincidentemente, o teto de gesso da portaria social começou a estufar e a trincar desde que as explosões começaram, há uns quatro meses. Estamos preocupados, por isso vamos contratar um engenheiro. Não sabemos se a fundação do imóvel também pode estar sendo abalada”, afirmou Mônica Morgado, síndica do Edifício Delmiro Gouveia, na R. Alberto de Campos, que tem 22 andares e 500 moradores. Há rachaduras na garagem também.
Márcia Vilella, síndica do vizinho Edifício Senador Paula, também pretende solicitar estudo de engenharia, a pedido de parte dos mil moradores dos 22 pavimentos. “Ainda não há sinais visíveis de problemas, mas estão todos muito apreensivos. Infelizmente, teremos que desembolsar entre R$ 2 mil e R$ 5 mil por um laudo particular”, ressalta Márcia.
Um dos canteiros de obras será instalado no terreno do 23º BPM (Leblon). Diversos imóveis que abrigavam algumas seções, como o refeitório, já foram demolidos.
A Riotrilhos e a CBTO Engenharia LTDA, empresa do grupo Odebrecht, responsáveis pelas obras, garantiram que hoje enviarão técnicos para vistoriar o Edifício Delmiro Gouvêa. A Riotrilhos divulgou o telefone 2135-2858 para receber queixas e esclarecer dúvidas sobre a empreitada.
Estado e consórcio garantem que edifícios não correm risco algum
Na mesma nota, o Grupo Odebrecht e a Casa Civil do estado informaram que um sismógrafo mede o nível de vibração de cada detonação e os impactos na superfície. “A norma americana, adotada no Brasil, determina que o nível de vibração fique em torno de 45mm/s e a média da obra está dentro desses padrões. Não há nenhum risco. Prédios vizinhos da Rua Gastão Baiana são monitorados por pinos de recalques”, diz o texto.
A assessoria da Casa Civil e do consórcio responsável garantiu que o Estudo de Impacto Ambiental e o Relatório de Impacto Ambiental desse trecho da obra seguem os itens da Instrução Técnica do Instituto Estadual do Ambiente.
RIO - Pelo menos três homens armados invadiram uma casa em Itaipu, no início da noite desta segunda-feira, renderam uma grávida e seu filho de 5 anos, roubando joias, dinheiro e eletrodomésticos. Na fuga dos assaltantes - que deixavam o local no carro roubado da vítima -, houve um intenso tiroteio depois que os bandidos encontraram uma patrulha da Polícia Militar. Ninguém ficou ferido.- Eu ouvi os tiros, muitos. Fiquei apavorada. Os vizinhos contaram que de dois a três homens renderam a mulher - grávida e seu filho - e entraram na casa. Roubaram TV, joias, dinheiro e fugiram - contou uma mulher.
O assalto aconteceu por volta das 19h na Rua Ulisses de Oliveira Madruga. A residência fica próxima a um Destacamento de Policiamento Ostensivo (DPO) da Região Oceânica de Niterói, na área de policiamento do 12º BPM (Niterói).
Desde a semana, passada os policiais civis e militares da cidade realizam operações para tentar conter a onda de violência no município. Nesta segunda-feira, policiais do 12º BPM (Niterói) continuaram a realizar operações em comunidades para combater o tráfico de drogas e reprimir a ação de bandidos nos bairros de Niterói.
Na última semana, as polícia Civil e Militar desencadearam uma megaoperação na região para sufocar o tráfico e atacar o aumento da violência em Niterói. Dezessete pessoas foram presas e detidas (sendo 11 adultos e seis menores). A ação, que teve mais de 400 homens com apoio de helicópteros e cães farejadores, foi realizada em 14 favelas da cidade.
Na sexta-feira, o 12º BMP (Niterói) recebeu mais 30 recrutas, que foram escalados para reforçar as rondas na cidade. O comandante do batalhão, Wolney Dias, e os secretários municipais de Governo, Comte Bittencourt, e de Segurança em exercício, Maurício Ferreira, se reuniram para conversar sobre a violência na cidade. Comte disse que, nesta semana, será assinado o convênio sobre a contratação de 100 policiais para reforçar a segurança nas ruas do município em dias de folga, como num segundo emprego. Ele garantiu que o prefeito de Niterói, Jorge Roberto da Silveira, pretende dobrar esse efetivo até o meio do ano.
Outro reforço na segurança da cidade será o investimento de R$ 1 milhão na reestruturação da Guarda Municipal do município.
RIO - Ricardo Teixeira não é mais presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) nem do Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo de 2014. A carta de renúncia dos dois cargos foi lida nesta segunda-feira pelo presidente em exercício da CBF, José Maria Marin, que vai assumir as duas funções. A notícia surpreendeu porque quatro dias atrás Teixeira tinha pedido licença da CBF por 60 dias, alegando problemas de saúde. Teixeira ocupou a presidência da CBF por 23 anos e dois meses, desde janeiro de 1989. Nesses anos a seleção brasileira conquistou as Copas do Mundo de 1994 e 2002 e o Brasil ganhou o direito de sediar a Copa de 2014, mas o presidente foi alvo de suspeitas de corrupção e de contrabando (no episódio conhecido como “voo da muamba”, quando a seleção regressou dos Estados Unidos, em 1994, com o tetracampeonato mundial). Durante os seus anos de mandato, o Brasil ainda conquistou as Copas das Confederações de 1997, 2005 e 2009 e as Copas Américas de 1989, 1997, 1999, 2004 e 2007.

O líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), afirmou ontem que as MPs (medidas provisórias) continuarão sendo aprovadas sem passar por uma comissão mista no Congresso, diferentemente do que determinou o STF (Supremo Tribunal Federal) em decisão na semana passada.
Para o petista, a corte decidiu "reavivar uma coisa que era lei de letra morta".
"Essa é uma questão 'interna corporis'. O Supremo não pode se meter nesse assunto", afirmou Vaccarezza. "A Constituição não obriga [a passar por comissão], ela estabelece um rito."
O líder do governo também ironizou o recuo do Supremo sobre o assunto: "Se o Supremo entender que deve tornar inconstitucional uma medida, decida. Se eles decidirem errado, eles voltam atrás, como voltaram. Quem voltou atrás não fomos nós".
O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), também já havia considerado a decisão do Supremo "muito difícil" de ser cumprida, já que o prazo de análise na comissão mista é de 14 dias.
Para o petista, o Judiciário "desconsiderou" os trâmites políticos do Congresso.
Caso o Congresso não cumpra a determinação do STF e continue a aprovar MPs sem passar por comissão mista, cada uma delas poderá ser alvo de ações de inconstitucionalidade no tribunal.
Ministros do Supremo ouvidos pela Folha dizem que, antes mesmo da aprovação dessas MPs, são cabíveis mandados de segurança para que a ordem judicial do tribunal seja cumprida.
Procurado, o presidente da corte, Cezar Peluso, não se pronunciou.
DECISÃO
Na semana passada, a corte decidiu que as MPs precisam passar por uma comissão mista de deputados e senadores antes de ir a voto nos plenários das duas Casas.
O ilegalidade, segundo os ministros, é que essa regra constitucional era ignorada pelos parlamentares, que votavam as MPs diretamente nos plenários do Congresso.
Em um primeiro momento, o tribunal entendeu que isso valeria para todas as medidas, inclusive as que já haviam sido analisadas e transformadas em lei.
No dia seguinte, no entanto, sob pressão do governo, a corte recuou e determinou que a regra só terá validade para as MPs posteriores à decisão para evitar um cenário de forte insegurança jurídica.

Os deputados estaduais que votaram a favor da lei de reestruturação tarifária das barcas estão sendo alvos de uma perseguição virtual. Nesta segunda-feira, o perfil Revolta das Barcas, no Facebook, passou a compartilhar a campanha “Um deputado por dia”, que pretende divulgar todos os contatos públicos e pessoais de 40 políticos da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). A mensagem estimula que a população se manifeste questionando o reajuste.“Hoje é dia de Cidinha Campos... Mandem e-mails, SMS ou liguem reclamando desse aumento!”, diz o post, que revela, entre outros contatos, o celular pessoal e o telefone residencial da deputada do PDT. Por conta das ligações, ela terá que trocar o número dos aparelhos.
- Passei o dia atendendo às ligações: alguns foram educados e, para estes, justifiquei o meu voto. Para quem dá recado malcriado eu não vou falar nada... Só no meu gabinete, foram mais de 60 ligações, mas estão ligando muito também para o celular e para a minha casa. Vou ter que trocar os números amanhã - diz Cidinha, que atribui o ato a um jogo político.
A postagem, que já foi compartilhada mais de 400 vezes por usuários do Facebook, anuncia que os contatos dos deputados foram cedidos pelo grupo de hackers Anonymous - o mesmo que assumiu a autoria do ataque ao site do Vaticano nesta segunda-feira.
- Não acredito que o Anonymous se dedique a esta causa. Só se for um Anonymous Tabajara. Acho que há políticos inescrupolosos por trás disto e usando a população. O deputado André Lazaroni (PMDB) está recebendo ligações para a casa da mulher que não é nem mais dele. São trotes à noite, para a casa onde moram seus filhos pequenos... - relata a deputada.
A campanha promete, a partir desta segunda-feira, divulgar todos os dias o contato de um dos 40 deputados que votaram favoravelmente ao subsídio por parte do Governo estadual sobre a passagem de R$ 4,50. Cadastrados no bilhete único, os usuários das barcas pagam R$ 3,10. “Qual deve ser o próximo deputado homenageado nesta terça-feira?”, anuncia o post da Revolta das Barcas".
RIO - O exame de corpo de delito feito no domingo no rapaz de 22 anos que disse ter sido espancado por militares do Exército, na madrugada de sábado, na Vila Cruzeiro, na Penha, confirmou que ele foi vítima de múltiplas agressões. De acordo com o laudo, o jovem sofreu uma fratura no braço direito, tinha edema nas regiões malares e "escoriações em ambos os punhos", o que comprova que ele foi algemado e torturado.
Agora, a polícia busca informações para saber quem cometeu o crime e trabalha com duas linhas de investigação. Além da suspeita de que a tortura tenha sido cometida por militares da Força de Pacificação, é investigada a hipótese de que o crime tenha sido uma ação orquestrada do tráfico que ainda atua na Vila Cruzeiro, com o objetivo de causar tumulto num momento em que as atenções da imprensa estavam voltadas para o Complexo do Alemão. A região recebeu no sábado a visita do príncipe Harry, da Inglaterra.
Uma equipe de oito militares do Exército, que fazia patrulhamento próximo ao local onde o jovem disse ter sido rendido, deve ser submetida a reconhecimento ainda hoje. A vítima também tentará identificar os criminosos pela voz, já que disse, em depoimento, que a maioria deles estava encapuzada:
— Eu conseguiria identificar pelo menos três deles. Pelo sotaque, dava para perceber que eles não eram do Rio.
Cinco militares que faziam ronda no dia e no horário do crime já foram ouvidos ontem. Eles negaram participação na tortura e disseram que não houve qualquer abordagem.
— Não há dúvida de que ele foi torturado. O papel da polícia é identificar quem foram os responsáveis — disse o delegado José Pedro Costa da Silva, titular da 22 DP (Penha).
Hoje de manhã, a namorada da vítima deporá na delegacia. Ela estava com o rapaz quando ele diz ter sido levado num jipe supostamente conduzido por militares.
Ontem, a família do rapaz procurou a Comissão de Direitos Humanos da Alerj. Além disso, o Ministério Público Federal do Rio instaurou procedimentos civil e criminal para investigar a denúncia. O despacho cível é das procuradoras da República Gisele Porto e Aline Caixeta, da área de direito do cidadão. Já o procurador da República Fábio Seghese disse ter determinado que a denúncia de tortura fosse investigada pela área criminal do MP Federal.
COLABOROU Antônio Werneck
Um trem que fazia trajeto Deodoro - Central do Brasil (ramal Deodoro) apresentou problema no sistema de tração e não pode concluir sua viagem, na manhã desta terça-feira (13). É o segundo dia seguido que os clientes passam por transtornos nos trens. De acordo com a SuperVia, os passageiros precisaram desembarcar na estação Marechal Hermes, de onde continuaram percurso em outra composição.
O trem com problema foi encaminhado à oficina para reparos. Em virtude desta ocorrência, o ramal Deodoro registra intervalos irregulares por volta de 8h10.
Na segunda-feira (12), passageiros quebraram placas de comunicação e de sinalização da estação Mercadão de Madureira após trem apresentar problema e causar atrasos no ramal Belford Roxo.
RIO - Dois catamarãs se envolveram num incidente na chegada à Praça Quinze pouco antes das 9h desta terça-feira. De acordo com a concessionária Barcas S/A, o catamarã Avatares, que veio de Charitas e estava se dirigindo ao atracador com 404 passageiros a bordo, teve um problema técnico no momento da manobra. Com isso, ele esbarrou na lateral traseira do catamarã Urca, que estava fazendo o desembarque de passageiros. A assessoria informa que foi uma colisão leve, que não houve feridos e que os catamarãs não chegaram a balançar com o impacto. A concessionária apura os motivos do problema técnico.
Já leitores relataram que houve pânico com o forte barulho escutado no catamarã Urca. No Twitter, o internauta @eduardu_abreu postou: “barca acana (sic) de ser atingida na traseira por um catamara que vinha de charitas. Praca XV”. Já a internauta @Luzinha_Cunha publicou “Que otimo! Nao tem o catamara de 9h!!! Mofando na estacao!!”. A usuária @benalet reclamou da postura da tripulação: “BIZARRO! O catamarã bateu na barca , ngm avistou nada. Nem recadinho do comandante teve”.
RIO - Os passageiros das barcas e dos trens tiveram mais uma manhã de transtornos nesta segunda-feira. No início do dia, dois trens apresentaram avarias nos ramais de Saracuruna e Belford Roxo, e os intervalos chegaram a 25 minutos. Indignados com os atrasos, passageiros quebraram placas e painéis de comunicação e sinalização na estação Mercadão de Madureira. Segundo a concessionária, o tumulto foi contido na hora e os passageiros não chegaram a invadir a linha férrea. Por volta de 11h50m, um trem do ramal de Japeri apresentou problema e não pôde concluir viagem.Os clientes tiveram que desembarcar na estação Engenho de Dentro. De acordo com a SuperVia, algumas composições aguardaram no trecho ordem de circulação. Dois trens precisaram retornar à estação Madureira e realizar manobra de desvio para outra linha. Às 14h, o ramal Japeri operava em intervalos regulares.
No início da manhã, uma das composições seguia de Belford Roxo para a Central do Brasil apresentou falhas no sistema de tração. Os passageiros desembarcaram na estação Mercadão de Madureira, na Zona Norte da cidade. Eles tiveram que seguir viagem em outros trens. Em Saracuruna, uma composição também teve problema no sistema de tração e os passageiros tiveram que descer na estação Jardim Primavera, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A circulação foi normalizada, segundo a SuperVia, depois das 8h.
Já um catamarã que fazia a linha Praça Quinze-Arariboia teve um problema técnico em uma das mangueiras durante a travessia na manhã desta segunda-feira. Segundo a Barcas S/A, empresa que administra os catamarãs, a velocidade da embarcação Ingá 2 teve que ser reduzida enquanto os próprios tripulantes consertavam a falha. Na chegada a Niterói, como estava em horário de rush, havia muitas embarcações na ponte de embarque e desembarque, e o catamarã teve que parar para aguardar a liberação para desembarcar os passageiros.
Ainda de acordo com a concessionária, a combinação de obstáculos provocou um atraso de cerca de 12 minutos na chegada à Praça Arariboia. A falha aconteceu na viagem de 6h15m. Segundo a assessoria de imprensa da empresa, se o catamarã tivesse ficado à deriva, como foi noticiado inicialmente, o atraso teria sido muito maior. A embarcação foi retirada para manutenção e já voltou a circular normalmente. De acordo com a concessionária, não houve reflexo do incidente em outras viagens, e os intervalos são regulares.
SuperVia e Barcas: alvos de constantes problemas
Os usuários dos trens e das barcas constantemente têm enfrentado dificuldades para viajar. Na SuperVia, as maiores reclamações são pelas composições que circulam lotadas, com portas abertas e, principalmente, com atrasos. No mês passado, um problema em um trem provocou revolta dos passageiros e quebra-quebra em estações, entre elas a Central do Brasil. Revoltados, muitos ocuparam a linha férrea, chegaram a jogar pedras e impedir a passagem de outras composições.
Em dezembro, o enguiço de um trem entre as estações de Deodoro e Oswaldo Cruz também provocou tumulto e quebra-quebra. A confusão começou quando uma composição, que saíra de Santa Cruz em direção à Central, parou por causa de um problema no sistema de tração. Passageiros disseram que só conseguiram descer porque abriram as portas à força.
Já nas Barcas S/A, entre as principais reclamações estão a superlotação, a preocupação com segurança do transporte e o preço abusivo da tarifa - que na semana passada subiu de R$ 2,80 para R$ 4,50, um aumento que chega a 60,7% para quem paga em dinheiro vivo. Os passageiros que fazem uso do bilhete único desembolsam R$ 3,10, ou 10,71% a mais — a diferença é bancada pel
o estado.
Entre os sustos experimentados pelos passageiros da concessionária, está uma colisão com o catamarã social Gávea 1, da concessionária, que deixou 65 pessoas feridas em novembro do ano passado. A embarcação se chocou contra um píer desativado, ao lado da estação Praça Quinze. Em setembro, outro catamarã que fazia o trajeto entre Rio e Niterói precisou atracar de emergência e colidiu com outra barca, próximo à Praça Quinze. No mês anterior, um catamarã que seguia do Rio para Niterói já havia se chocado contra pedras do Aterro de Gragoatá, em Niterói, deixando 18 feridos.
Uma empresa ligada a um neto do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), recebeu verbas da Câmara dos Deputados nos últimos meses, driblando normas criadas para evitar que parentes de congressistas sejam beneficiados dessa maneira.
Gabriel Cordeiro Sarney, 24, é filho do deputado Sarney Filho (PV-MA) e é um dos três sócios da Ideaspread Participações, criada em agosto do ano passado.
A Metagov Comunicação, empresa controlada pelos dois sócios de Gabriel na Ideaspread, foi contratada por gabinetes de vários deputados, entre eles Sarney Filho, para dar consultoria política e criar sites e aplicativos.
Gabriel e Sarney Filho negaram que a contratação da Metagov tenha ocorrido por influência política.
Todos os parlamentares têm direito a uma verba mensal para custear despesas ligadas ao exercício de seu mandato, mas o regimento interno da Câmara proíbe empresas de parentes do deputado até o terceiro grau de receber esse dinheiro.
Além de ter sócios em comum, a Ideaspread e a Metagov foram registradas na Junta Comercial do Estado de São Paulo com o mesmo endereço, em uma sala comercial em Moema (zona sul de SP).
Gabriel dá expediente no escritório e usa um e-mail da Metagov para contatos.
Até a quinta-feira passada, o perfil da Ideaspread no Facebook apresentava a Metagov como uma empresa "controlada pela Ideaspread".
Os registros da Metagov, criada em 2010, indicam como sócios da empresa Felipe Martins de Carvalho e Marcos Del Valle, que são os sócios de Gabriel na Ideaspread.
Em entrevista à Folha, Del Valle disse que Gabriel "trabalha com a parte do que a gente chama de inteligência política" na Metagov.
Del Valle disse que foi Gabriel quem apresentou a empresa a Sarney Filho. "Neste caso, [Gabriel] nos ajudou a conhecer o pai dele", disse.
Sarney Filho contratou a Metagov em fevereiro do ano passado e manteve a empresa entre os prestadores de serviços de seu gabinete após a criação da Ideaspread.
Desde o ano passado, a Metagov recebeu pelo menos R$ 260 mil de gabinetes de deputados, segundo prestações de contas disponíveis no site da Câmara. Sarney Filho repassou R$ 72,5 mil.
Além dele, outros deputados usaram verbas da Câmara para pagar a empresa, entre eles Romário (PSB-RJ), Roberto Freire (PPS-SP), Renan Filho (PMDB-AL), Júlio Delgado (PSB-MG) e Wilson Filho (PMDB-PB).
Gabriel é irmão de José Adriano, envolvido em um escândalo do Senado em 2009 após a descoberta de que intermediava crédito consignado a servidores.
Ele é o quarto neto de Sarney que aparece ligado a verbas do Congresso. Em 2009 foi revelado que João Fernando, filho do empresário Fernando Sarney, era funcionário-fantasma do gabinete de Epitácio Cafeteira (PTB-MA).
No ano anterior, sua irmã Maria Beatriz pediu ao avô, em conversa telefônica, a nomeação do namorado para um cargo do Senado, o que acabou ocorrendo.
O bispo emérito de Guarulhos, d. Luiz Gonzaga Bergonzini, de 75 anos, defendeu que professores que tenham ideias contrárias às da Igreja Católica não devem lecionar na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Para ele, docentes favoráveis à descriminalização de aborto, eutanásia, maconha e mantêm "ideologia homossexual" ou são "comunistas" deveriam procurar outra instituição.
D. Luiz é conhecido por opiniões conservadoras em relação a esses temas. Na eleição presidencial passada, foi ele quem "recomendou" a eleitores que não votassem em Dilma Rousseff (PT) porque ela seria favorável à descriminalização do aborto.
As declarações sobre os professores foram feitas no blog do bispo no dia 3. Sob o título "Graças a Deus, a PUC não é uma ‘progressista universidade comunista’!", o clérigo defende que a instituição siga os mandamentos religiosos. "Se a PUC é da Igreja Católica, deve seguir o Evangelho e a moral cristã. Não pode ter em seu corpo docente professores contrariando os ensinamentos da Igreja Católica."
Ele cobra que a direção da PUC tome "providências" para que os "princípios cristãos e o catolicismo sejam respeitados".
Liberdade. O bispo cita o jornalista e professor Leonardo Sakamoto e o acusa de propagar "a liberação do aborto". Sakamoto conta que foram os alunos que lhe mostraram as críticas. "Eu achei até muito divertido", diz ele. "Quando se defende direitos humanos, liberdade de expressão, acabamos criticados. Eu defendo que ele continue com o direito de defender sua opinião, mas essa posição mostra que ele quer evitar que o outro continue falando", completa.
Em resposta no seu blog, Sakamoto convoca o bispo para um debate sobre o tema. Segundo ele, a PUC-SP sempre respeitou suas posições e a liberdade de ele continuar a expressá-la.
A presidente da Associação dos Docentes da PUC-SP (AproPUC), Maria Beatriz Costa Abramides, ressalta que nunca houve represálias da universidade em relação a esses temas. "Sempre lutamos por uma universidade laica e plural. Temos de defender pesquisa, investigação e conhecimento voltados para os interesses da população, não ligados a uma religião.
Estudantes não são poupados pelo bispo. "Os alunos que prestam vestibular para a PUC já sabem que ela obedece aos princípios do catolicismo. (...) Eles estão obrigados a cumprir as regras", afirmou o clérigo no texto, que gerou polêmica. "Antes de servir à Igreja, a PUC tem de servir à sociedade e privilegiar os debates e a formação de cidadãos", disse o vice-presidente do Centro Acadêmico de Economia, Guilherme Bertoldi.
DE BRASÍLIA - A Caixa Econômica Federal paga, desde março de 2011, R$ 40 mil mensais ao blog "Conversa Afiada", do jornalista Paulo Henrique Amorim, para veiculação de publicidade da estatal. O contrato deve se estender até dezembro deste ano. No total, o blog vai receber R$ 833 mil.A informação saiu no blog do jornalista Fábio Pannunzio e foi confirmada pela Caixa.
A Caixa afirmou à Folha que investiu R$ 14,6 milhões na internet no ano passado, sendo apenas R$ 155,5 mil em blogs, mas disse que não considera o "Conversa Afiada" um blog, e sim um site.
De acordo com o banco público, os veículos patrocinados são avaliados pela sua agência de publicidade. A Caixa disse também, sem citar a fonte, que o blog de Amorim teria 7 milhões de acessos por mês.
A Folha telefonou para o advogado de Amorim e enviou e-mail para o jornalista ontem, mas não obteve resposta.